[Sem Spoilers] The Ridiculous 6

Essa semana vamos falar da mais nova produção da Netflix, The Ridiculous 6! Para começar acho incrível como a Netflix está diversificando suas produções de um jeito tão bacana, posso estar caindo no perigo de ser simplório demais, mas as produções do Netflix parecem dar ao diretor bastante liberdade e por consequência permitindo que o resultado seja bem mais autoral. Coisa que o próprio José Padilha afirma no ótimo episódio do podcast Ultrageek que é destinado exclusivamente à sua vida e obra. HBO que se cuide!

The_Ridiculous_6_Official_Poster_JPosters

Logo quando vi o anúncio deste filme já fiquei apreensivo com o fato de ser um filme do Adam Sandler, feito pela produtora do Adam Sandler e com os amigos do Adam Sandler. Só isso já era motivo suficiente para eu me manter distante deste filme, principalmente depois de bombas como Gente Grande 2, Juntos e Misturados e Pixels. Mas este filme não estaria aqui se eu não tivesse quebrado minha cara ao subestima-lo. Acontece que o filme não é ruim, parece que de alguma forma o tio Sandler está voltando para a luz, saudades Como Se Fosse a Primeira Vez. O filme trata de um velho oeste bem caricato, trazendo de volta a velha briga dos apaches contra o homem branco. A parte boa é que pelo menos o filme não vai pelo caminho comum de “índios malvados e selvagens que merecem morrer”, até porque isso seria um retrocesso histórico absurdo. Pensando bem o filme até tenta fugir de alguns lugares comuns, como o fato de ter uma donzela raptada mas que não precisa ser resgatada.

Uma coisa que todos os filmes do “Cabeça de Ovo” Sandler sempre tem são os personagens muito bem definidos e caricatos, tá certo que algumas vezes ele peca nesse quesito. Não estou dizendo que o filme apresente personagens super profundos e tridimensionais com conflitos internos e indagações sobre a vida e o cosmos, mas o que é apresentado de cada personagem é o suficiente para criar um bom alicerce para a criação do mundo e o desenrolar da história.  Inclusive parabéns por finalmente colocarem o Taylor “Lobo Sem Camisa” Lautner em um papel em que ele não seja um idiota bonitinho pagando de gato sensual do verão.

No fim eu digo que foi um bom filme, não é nem de longe o melhor filme do ano, mas com certeza não é um desperdício de tempo assisti-lo.

Por favor Netflix continue com as excelentes produções!

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