Esquadrão Suicida

Depois de vários trailers e muita espera finalmente chega às telonas Arlequina Esquadrão Suicida! Salas de cinema lotadas e todo mundo querendo ver se o Will Smith iria se redimir por Hancock!

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Roteiro

O filme se passa logo depois dos acontecimentos de Batman Vs Superman, com o mundo a beira de uma crise de segurança e com aumento da desconfiança em relação ao poder público, alguém resolve que é uma boa ideia juntar os piores vilões que este mundinho azul já viu e transforma-los em um força tarefa contra futuros cagaços que podem vir do céu. Com uma premissa dessa já sabemos que está tudo sobre controle e que nada pode dar errado!

O filme deveria se passar em torno dos membros do esquadrão, mas quem importa mesmo é a Arlequina e o Deadshot/Pistoleiro/ChameComoQuiser, os outros personagens estão lá para fazer volume. Senti muita falta de mais tempo de tela para os outros membros desta galera que apronta várias confusões, principalmente o cara que solta fogo e a katana. AH! Quase esqueci de mencionar que neste filme eles adotaram essa ideia, que está bastante na moda, de contar a origem dos personagens através de pequenos flashbacks.

De início eu fiquei muito incomodado com a síndrome de protagonismo do Will Smith, todo filme em que ele aparece adivinha quem tem que ser o protagonista, sem contar que ele é mestre em transformar personagens bad-ass em chorões emotivos. Mas uma coisa eu tenho que dar o braço a torcer, o cara atua bem para caramba! No fim do filme a SmithMagic tinha me acertado em cheio e eu estava lá torcendo para o “Um Maluco no Pedaço” acabar com todo mundo!

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Uma coisa que me incomodou muito neste filme foi o roteiro ser claramente um roteiro de história em quadrinhos mensal. “Mas Jean, esse é um filme de uma história em quadrinhoooooos!!! O roteiro TEM que ser igual um roteiro de quadrinhos!” Concordo com essa fala, mas não é porque o filme é de uma história em suadrinhos mensal, que eu quero ir ao cinema e ver uma história em quadrinhos mensal encenada. O que eu quero dizer com isso é que assim como em uma revista mensal o filme fica muito preso à apenas um problema por muito tempo, e quando este problema é resolvido o filme simplesmente acaba. Em uma história em quadrinhos mensal que é lançada de mês em mês é muito comum você acompanhar um pedaço da trama por edição, a sensação de acabar um arco daquela história é quase um orgasmo, mas quando estamos falando de sentar no cinema e assistir um filme que se utilize desta mesma ideia simplesmente é decepcionante…

PS: Eu juro que se eu escrever “história em quadrinhos mensal” neste texto mais uma vez, eu largo este blog!

PPS: Não espere muitas aparições do Coringa.

Visual

Se o roteiro deixou a desejar os produtores compensaram no visual e na trilha sonora! Tudo que aparece em tela é absurdamente detalhado, as tatuagens e acessórios da Arlequina, as armas e o figurino de cada personagem, acho que só de olhar cada coisa separadamente daria para dizer a quem ela pertence. Nos cenários eu não notei tantos detalhes, achei que faltou um pouco de personificação, parece que tudo se passa em uma Nova Iorque genérica.

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Por algum motivo todas as cenas que tem um forte apelo visual estão no núcleo Arlequina e Coringa, não sei muito bem o motivo desta decisão e me incomoda um pouco o fato deste núcleo destoar tanto do resto.

Trilha Sonora

A trilha sonora deste filme é um caso a parte, só tem música boa! Parece meio obvio dizer que uma trilha é boa porque só tem músicas boas, mas não é bem assim, cada música é colocada em pontos chaves e acaba compondo perfeitamente  o clima da cena!

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A inserção destas músicas ficou simplesmente incrível! Eu diria até que o filme vale apenas pela trilha sonora!

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Bom estas foram as minhas impressões sobre o filme. Discorda do que eu acho? Concorda com tudo o que eu disse? Conte-me o que achou, deixe um comentário aqui embaixo!

Um beijo de césio no coração e tchau!

 

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Um comentário sobre “Esquadrão Suicida

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