O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares – Sem Spoilers

Mais uma semana começa e mais um review de filmes aqui no Abraço  Radioativo, sua semana não poderia começar de maneira melhor!

Hoje vou falar do filme “O Orfanato da senhorita Peregrine para Crianças Peculiares”, sente-se na sua cadeira e boa leitura!

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Roteiro

Antes de mais nada eu preciso evidenciar que este é mais um filme onde todo mundo é branco e o único negro é o vilão, será que em pleno 2016 ainda há espaço para este tipo de posicionamento político/social no grande circuito de cinema? Infelizmente parece que sim.

Não que este seja o pior filme do ano e o mais racista, mas não parece haver em momento algum qualquer esforço para que os clichês patriarcais e caucasianos se repitam novamente à exaustão.

Tirando as personagens crianças que quase não tem tempo de tela, todas as personagens femininas na trama estão lá apenas por um único motivo, servir de par romântico e até de escada motivacional para os protagonistas masculinos. Até mesmo a senhorita Peregrine, que no início é mostrada como a mulher mais sagaz e inteligente que já pisou nesta terra, rapidamente é transformada em uma mulher quebrada e totalmente dependente de um amor impossível.

Infelizmente o filme tem alguns outros pontos fracos de narrativa que na minha opinião o deixam ainda mais frágil e fácil de ser atacado pelos críticos chatonildos que estão por aí. O vilão, que é interpretado pelo Samuel L. Jackson, claramente tem deficit de atenção ou então ele prefere muito mais falar do que concluir seus planos. Tem cenas em que literalmente ele para o que está fazendo para simplesmente bater um papo com o protagonista branco e de olhos azuis.

Eu realmente lamento que o filme tenha estes pontos tão negativos, eu adorei o clima cômico/fúnebre que o roteiro tem. É uma mistura de beleza e morbidez tão bem dosadas, coisa que eu não vejo desde Edward Mãos de Tesouras.

Visual

O visual do filme compõe muito bem o clima do roteiro, a dose exata de realismo e fantasia para que o filme em momento algum ficasse muito pitoresco ou real demais. A única coisa que para mim ficou um pouco difícil de entender o que se passava era a mudança visual entre anos. Achei que ficou pouco claro a passagem dos anos.

O personagens ficaram muito bem caracterizados, as roupas ficaram ótimas, sem exageros e muito práticas para cada tipo de peculiaridade.

Tenho que dizer que o uso de pouca saturação e baixo contraste deixou o filme muito bonito, o uso de cores frias também serviu muito bem para a construção do sentimento que a narrativa estava passando.

Conclusão

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Apesar dos problemas que eu relatei este é um bom filme, me diverti bastante com a Aninha. Eu realmente queria que este filme não tivesse esses problemas.

Tenho que dizer que eu não li o livro então não vou entrar em nenhuma polêmica de mudança da história, além do mais eu sou um ferrenho defensor de que nenhuma adaptação tenha o dever de ser igual à obra original. Sério, precisamos urgentemente parar com essa bobeira de criticar negativamente  filmes/séries/jogos/livros/quadrinhos que não seguem à risca suas obras originais, o termo “baseado em” não foi colocado à toa.

 

Essas foram as minhas impressões sobre “O Orfanato da senhorita Peregrine para Crianças Peculiares”, concorda com o que eu disse? Discorda? Acha que esqueci de alguma coisa? Deixe a sua opinião aqui na área de comentários, prometo que eu respondo!

Um beijo de césio no seu coração e tchau!

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