Congresso Futurista (Análise Sem Spoilers)

As vezes tudo o que nós precisamos é de um filme que expanda nossos horizontes e desafie nossa capacidade de tentar entender o que está se passando. Se você está querendo cansado de filmes que te pegam pela mão e que geralmente são super simplificados só para ter certeza de que todo mundo é idiota o suficiente para não perceber que o filme está insultando a sua inteligência.

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Se você se encontra na situação acima, este filme é perfeito para você!

Roteiro

Durante todo o filme acompanhamos a história de Robin Wright, uma atriz que já foi uma das mais cotadas do mundo, mas que por uma série de más escolhas acabou quase no esquecimento. E a partir dai acompanhamos como o estúdio Miramount, qualquer coincidência é meramente intencional, tenta dominar a vida dela através de um contrato  abusivo.

Agora que você tem uma mínima ideia de como o filme começa, podemos agora conversar sobre a estrutura narrativa que o filme aborda, toda a trama gira em torno da personagem principal, inclusive em momento algum o roteiro se separa dela, o que acaba nos dando uma noção de intimidade com a Robin. Acompanhamos tudo o que se passa pelo ponto de vista dela, quando algo acontece e a personagem não entende muito bem o que está acontecendo, é exatamente assim que nos sentimos, não há um ponto de vista externo que explique o que está se passando ao redor dela.

A trama passa por várias

PS: Se ao contrário de mim você for uma pessoa perspicaz, então com certeza já percebeu que a atriz Robin Wright interpreta ela mesma.

Visual

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Se tem uma coisa que eu gosto é quando o filme quebra de propósito a proposta narrativa/estética no meio. E a explicação para como isso ocorre aqui neste filme é simplesmente ótima! A narrativa te conduz para cada uma destas mudanças de maneira consciente e muito bem definida, ou seja as mudanças ocorrem mas você não sente aquele desconforto de quando uma cena não pertence àquele filme.

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Quando o filme adota a estética de um desenho animado da era de ouro das animações, há um motivo narrativo muito potente. A narrativa e a direção artística caminham lado a lado para transmitir ao espectador exatamente o que a personagem está passando, o desconforto e a confusão da protagonista ficam bem evidentes durante todas as cenas com essa estética.

Conclusão

Uma história um pouco complicada em um filme que se propõe em te deixar confuso e desconfortável, mas que ao mesmo tempo é super carismático e empático. Os personagens são muito bem caracterizados e em pouco tempo de tela parece que já conhecemos toda a sua história e sabemos muito bem porque eles são tão singulares em comparação com o resto do mundo. Resumindo, assista o filme!

Um beijo de césio na sua testa e tchau!

Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Análise Sem Spoilers)

Explosões, muitas cores, piadolas e músicas da década de 80! Acho que não consigo descrever Guardiões da Galáxia Vol. 2 de forma mais acertava do que essa.

Aperte os cintos, ajuste o seu olho cibertrônico e nos acompanhe nesta viagem intergalática!

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Roteiro

O primeiro filme nos apresentou com maestria os cinco guardiões da galáxia. Tudo estava lá, características emocionais, maneirismos, motivações e personalidades, quando assisti o primeiro filme saí satisfeito e com o sentimento de que não precisava de mais informações sobre os personagens que para mim já eram tão completos.

Quando o segundo Guardiões da Galáxia foi anunciado eu fiquei com aquela pulguinha atrás da orelha, “O que vocês vão mostrar agora? Não faltou nada…“, na verdade a resposta para essa minha dúvida era bem simples e óbvia. Adicione mais personagens, aprofunde os personagens secundários e aumente a relação entre os nossos tão amados protagonistas.

Na minha opinião este filme sofre do mal de todos os filmes que são pontes entre filmes, isso acontece praticamente sempre com o segundo filme de uma trilogia, quando se tem uma grande saga no cinema alguns filmes são eleitos para “simplesmente” a cola que une as obras. Isso na verdade é uma prática comum da Marvel Studios, os filmes do Thor e do Capitão América foram exatamente isso para Os Vingadores, basicamente estes filmes foram uma grande preparação para o fenômeno que seria o projeto Vingadores e 2, e eu acho que a fórmula está se repetindo, só que desta vez estamos sendo levados cada vez mais para o espaço.

O primeiro Guardiões nos apresentou o mundo intergalático da Marvel, o Doutor Estranho nos mostrou a magia, este filme nos mostrou algumas coisas que com certeza serem muito mais exploradas daqui para frente. E ao que tudo indica o próximo filme do Thor vai pavimentar ainda mais o caminho dos heróis Marvel para essas ameaças que podem ameaçar muito mais do que apenas Nova Iorque, se preparem Vingadores a parada vai ficar louca.

Resumindo, o filme é muito bom, tem piadas muito bem colocadas e nada ofensivas,  os personagens são bem desenvolvidos e carismáticos, a trama faz sentido e é bem estruturada. Não acho que este filme supere o primeiro, nem acho que em algum momento ele tentou fazer isso, o Baby Groot é muito explorado, o que na minha opinião deixou as cenas com ele um pouco forçadas…

Visual

É aqui que o filme brilha, literalmente, muitas cores neon, muito dourado, muito brilho e meodeolz que composição de cores incríveis!

O design dos personagens continua basicamente na mesma pegada do primeiro filme, com algumas pequenas diferenças, geralmente em sequências de filme quem mais muda são os personagens feitos completamente em CGI, e aqui não foi diferente, notei uma diferença na qualidade/quantidade de pelos do Rocket Raccoon.

Outra grande mudança é que eu não notei cenas de exploração do corpo das personagens femininas, já estava na hora de acabar com as tomadas na bunda das gurias de calça justa, não precisamos de takes fechados no corpo da Gamora com o único intuito de afirmar que ela é a mina gostosa de pele verde.

Os cenários são lindos, principalmente quando os personagens vão para o planeta principal, a escolha cores para o céu em contraste com o chão e estruturas é simplesmente incrível, adoro o contraste rosa, azul e dourado! Também gosto muito do design retro futurista que o filme tem, todas as cenas parecem mostrar um futuro imaginado na década de 80, as naves, as roupas, os cortes de cabelo, as armas e principalmente as cores, tudo isso parece estar lá propositalmente para te lembrar que esse é o futuro que as pessoas nosso passado imaginaram.

Ah! Também adoro o pôster em preto e branco do filme que parece uma capa de CD de banda descolada, apesar de eu também gostar muito do pôster com o Star-Lord posando de diva das pistas de dança!

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Trilha Sonora

Quem aqui não ama as Awesome Mix Tapes!? As músicas deste filme continuam muito boas, apesar de eu achar que não há como ganhar de Hooked On a Feeling. O filme começa com uma cena incrível de ação tocando Mr. Blue Sky e é claro que o meu coração já começou a palpitar, como eu gosto dessa música!

Infelizmente os meus conhecimentos musicais param por aqui e terei que invocar a diva brasileira Glória Pires e dizer “Não sou capaz opinar” .

CORRA PARA O CINEMA E VEJA ESTE FILME! Um beijo molhadinho de urânio no seu moicano e tchau!

Logan (Análise Sem Spoilers)

CORRA PARA O CINEMA E VEJA ESTE FILME!

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Roteiro

Como é bom finalmente ver um bom filme do Wolverine! Acho que essa foi a frase que eu mais ouvi/li nestas últimas semanas e para mim essa é a frase que melhor define o roteiro deste filme. Não só porque os outros filmes são ruins, acredite eles são MUITO ruins, mas porque este é um filme em finalmente o Logan (aka Wolverine) é agente ativo nas situações e acontecimentos da trama. Nos outros filmes basicamente o Wolverine era colocado em alguma merda que ele tinha que se safar, mas nesse filme a trama gira em torno dos personagens e o próprio Logan faz parte do problema.

Outra característica do filme é que não há uma ameaça global e um plano de dominação mundial, pelo o contrário todo o problema gira em torno do trio principal. A palavra que melhor define a experiencia com esse filme foi empatia, eu nunca tive tanto apego por personagens de um filme de heróis. Ver um Logan muito mais velho, com os seus poderes falhando e tendo que lidar com assuntos “menores” de uma forma que ele não está acostumado foi algo que me aproximou ainda mais do personagem.

Visual

É impossível ver o filme sem se lembrar levemente de Tha Last of Us, a semelhança deste Logan envelhecido com o Joel, que é o protagonista de The Last of Us, é inegável. Sem contar este climão de interior dos EUA num futuro distópico, o que muda é que não tem zumbis nem as cidade abandonadas em ruínas.

Todo o filme tem um tom meio sépia e dessaturado, o que combina muito bem com a forma como o protagonista nos é mostrado. O que ajuda bastante na construção de todo o roteiro.

Num geral as cenas são muito bem feitas, não há grandes extravagâncias de pós produção e nem efeitos ruins, as vezes uma ou outra animação de dublê digital meio estranha, mas nada que estrague a experiencia de imersão do filme.

Conclusão

Se você ainda não viu este filme corra para o cinema mais próximo e veja! Recomendo fortemente que você o assista, a dublagem do filme também está muito boa em momento nenhum fiquei com aquela sensação de “eu devia estar assistindo este filme com o áudio original…”. Sem contar quee ouvir o Wolverine com a voz clássica dos desenhos não tem preço!

Essa é a minha opinião sobre este filmaço que é Logan, comente aqui embaixo como foi a sua experiencia com o filme, discorda de alguma coisa que eu escrevi comente aqui no fim do post.

Um beijo de urânio nas suas garras indestrutíveis e tchau!

Links Radioativos #38 (Especial Jean)

O ano finalmente começou e para comemorar aqui está um especial com os links mais legais que eu vi nessa nossa internet de meldewz!

Steven Universe ganhará RPG para consoles via MeioBit

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RPG + Steven Universe!??? Eu quero isso pra vida!

Designing with Shape via Muddy Colors

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Cada texto que sai no Muddy Colors eu sinto que ganho 10 pontinhos a mais de XP artística, como sempre tem texto novo, eu fico me esbaldando nesta infinita fonte de saber!

Gunk from Neanderthals’ teeth tells us they used medicine via The Verge

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Pois é, parece que o tempo passa mas as nossas cáries são atemporais! xD

Gal Gadot faz vídeo para celebrar as Mulheres Maravilha da vida real via Jovem Nerd

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Simplesmente assistam o vídeo!

Seleção sueca de futebol traz frases de empoderamento em seu novo uniforme via Papo de Homem

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Isso poderia ser uma prática padrão em TODOS os esportes!

A confusão por trás da “taxa cultural” para jogos via tecnoblog

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Calma, não é para aumentar o preço dos joguinhos aqui no Brasil. Sério, vale a pena ler o texto!

Watch origami fold with no one touching it via The Verge

Não é feitiçaria, é tecno… Na verdade é bruxaria mesmo!

Aviso: Não aplique skins de vinyl ou adesivos em seu Nintendo Switch via Switch Brasil

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Nunca fiz uso de adesivos ou skins nos meus consoles, mas acho que tem uma galera que vai ficar beeem chateada com essa notícia…

THE COMPLETE NINTENDO SWITCH BUYER’S GUIDE via IGN

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Basicamente o guia é Zelda+Switch! xD

Como o Google vai mudar (um pouco) a TV por assinatura com o YouTube TV via tecnoblog

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Quando vier para o Brasil isso vai dar uma bosta…

Microsoft anuncia o Xbox Live Creators Program via MeioBit

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Taí uma boa notícia vinda da Microsoft! Acho que vou até pensar em comprar um XONE!

Nintendo mostra Zeldas clássicos rodando no motor gráfico de Breath of the Wild via Jovem Nerd

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Por favorzinho Nintendo, faz uns remakes marotos, “nunca te pedi nada”… (mentira)

Loish’s Concept Arts for Horizon Zero Dawn via Loish Blog

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Loish + Horizon Zero Dawn = Jean querendo ainda mais o jogo!

Imagens retiradas dos links que estão na postagem.

Moana (Sem Spoilers)

Quando a Disney lança uma nova animação nós somos obrigados a ir assistir!

Pegue o seu traje de proteção radioativa e venha ver o que eu achei de Moana.

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Roteiro

Não tem como começar a falar deste filme sem dizer o quanto me agrada ver um filme com uma personagem do sexo feminino que é forte e que não gira em torno de um macho salvador. Já até ser que vai aparecer alguém dizendo que ela é dependente do Maui e qualquer outra coisa do gênero, na verdade o Maui é muito mais um professor e amigo do que o centro da história. É só reparar que quem resolve os problemas no fim é sempre a Moana, o Maui geralmente indica o caminho e acompanha a Moana durante a jornada.

A própria Moana é de longe a personagem mais profunda e mais bem desenvolvida deste filme, pena que isso não pode ser dito de todos os outros personagens. Bastou uma pequena pesquisa sobre os mitos e histórias que existem sobre Maui e eu cai em alguns sites e blogs falando o quanto a descaracterização desta deidade é ofensiva para a cultura dos povos da ilhas do Pacífico. Querida Disney, transformar um herói mitológico de grandíssima importância em um idiota convencido é um vacilo sem tamanho! Isso sem nem mencionar Te Fiti e os Kakamoras…

Apesar destes problemas de descaracterização etno/cultural a história é bem divertida e a cada vez que eu e a Aninha assistimos este filme nós gostávamos ainda mais do filme.

Visual

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Padrão Disney de produção, é tudo lindo e incrível. Cada coisa em tela parece meticulosamente escolhida e posicionada com maestria, tudo é extremamente texturizado e convincente. Os personagens são animados com perfeição, chega a ser assustador o flow das ações de cada personagem.

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Outra coisa bem interessante é notar como a produção de Zootopia foi benéfica para este filme, os cabelos e pelos estão inacreditavelmente convincentes!

Musicas

Finalmente um filme que eu consigo dizer alguma coisa da música além de “legal para caramba aquela musiquinha!”. Por coincidência alguns meses atrás eu estava ouvindo um episódio de um podcast do site jogabilida.de descobri o musical da Broadway Hamilton, que é SEN-SA-CIO-NAL fica a dica, que foi todo produzido por  Lin-Manuel Miranda e adivinha qual foi a minha quando o Maui começou a cantar a música “De nada”, e de repente me deu aquele estalo mental de “eu já ouvi isso em algum lugar!”. Alguns segundos depois eu reconheci a inegável semelhança com o musical.

A partir daí cada música do filme, que não fosse cantada pela Moana, se tornou um deleito para meus ouvidos. Recomendo fortemente as músicas “De nada” e “Brilhe”.

Conclusão

Cada vez que eu vejo o filme eu vejo algum outro detalhe que deixa a trama ainda mais legal e profunda. Me entristece muito saber que a Disney tratou tão mal a cultura de povos que são tão ricos culturalmente, espero sinceramente que estejamos caminhando em um caminho que aos poucos vamos nos tornando mais inclusivos e menos tóxicos com o que nos é “alheio”.

De qualquer forma é um filme que merece ser visto, corra para assistir! Um beijo de césio no seu coração e tchau!

Rogue One: Uma História Star Wars (Sem Spoilers)

Foi se 2016 e foi tarde!

E tal qual 2017, nós do Abraço Radioativo chegamos com tudo! Desculpem o hiato, fim de ano é sempre uma correria inacreditável!

Mas o que importa é que tem post novo e é de Star Wars!!! Se ajeitem na poltrona e acompanhem o que eu achei desta maravilha da Disney!

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Roteiro

Eu fiquei com muito medo deste filme simplesmente reutilizar o roteiro de algum dos filmes antigos da série, tipo o que o Episódio VII fez. E para a minha surpresa este é um filme original, com novos personagens, nova trama, novos conflitos e a velha Estrela da Morte de sempre!

Uma coisa muito importante que esse filme tenta, com todas as forças, deixar claro é que esta não é uma história dentro da saga de Star Wars, mas sim um conto dentro deste mundo de fantasia. Como é bom poder conhecer mais sobre o mundo de Star Wars e expandir ainda mais essa galáxia distante!

O roteiro é muito bem amarrado e a forma como a seriedade dos acontecimentos vai se desenrolando é simplesmente incrível!Vi algumas pessoas reclamando sobre a falta de desenvolvimento dos dois personagens principais, que eles não são profundos, ou que são sem sal.

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Pessoalmente eu não vi esses problemas, até porque cada vez mais eu tenho me sentido mais e mais confortável com filmes que não usam a clássica exploração dos protagonistas e acaba deixando o grupo de lado. Concordo que se o filme fosse apenas sobre os personagens principais ele seria algo muito mais sem graça, assim como qualquer filme/série de grupos! Já aprendemos isso com a série Joey, um spin-off de Friends só com o Joey, se você nunca ouviu falar dessa série você é uma pessoa de sorte!

Uma das coisas que mais me deixou feliz com essa lindeza de filme foi o fato de finalmente alguém conseguir colocar a destruição da Estrela da Morte como algo importante e com algum sentido!

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Agora vem a parte que mais me animou, todo o filme foi feito para parecer algo filmado na mesma época do Episódio IV! A ponto de a primeira nave do império que aparece em cena é claramente uma maquete em um fundo, ou pelo menos é o que parece. Claro que esteticamente este novo longa metragem é bem mais refinado do que a clássica trilogia da série. Mas durante todo o tempo que eu estava sentadinho naquela cadeira vermelha do cinema eu ficava apontando para a Aninha e falando: “Olha! É igual nos filmes clássicos!”.

Rogue One: A Star Wars Story

(Donnie Yen)

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Também gostei bastante do trabalho de figurino e ambientação, dava para notar que cada detalhe estava lá por um motivo, não haviam pontas soltas!

Conclusão

No resumo esta “ópera espacial” é excelente! Eu diria que é o filme mais Star Wars desde o Episódio VI, mesmo não sendo um filme da série Star Wars.

Com certeza é algo que você deveria assistir, dê uma chance para essa história paralela que muito tem a te contar!

Por hoje é só, espero que vocês estejam tendo um excelente início de ano, tudo de bom pra vocês e uma lambida de césio nas suas testas!

Downwell – Game Radioativo

Então rola a Black Friday e um dos jogos indies japoneses mais importantes da história dos video-games fica por R2,17! Pois é, fui obrigado a comprar esta obra de arte pixelada!

 

Primeiro eu preciso dizer que me surpreendeu bastante a quantidade de boas avaliações e prêmios que este jogo ganhou ao redor do mundo e quase ninguém saber sequer da existência dele! Como bom evangelizador dos bons jogos eu me senti na obrigação de mostrar aqui para vocês a maravilha que é DownWell!

Este é mais um daqueles jogos feitos por apenas 3 pessoas e dá para notar isso no momento em que você abre o jogo e nota que este é um jogo que vai direto ao ponto, te divertir até os seus olhos sangrarem e seus dedos caírem! Basicamente Downwelle é dungeon crawler vertical, jogo em que você explora verticalmente um “calabouço”, com mecânicas de jogos de plataforma clássicos. E não há nenhuma história, este é um jogo de mecânica e jogabilidade. O mais puro e simples abra e jogue!

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Neste jogo você é um pequeno personagem em pixel art que está na beira de um poço e resolve pular a fim de explorar o fundo dele e tudo o que você tem para se defender dos perigos que estão neste poço são as suas inseparáveis pistola+botas, que atiram para baixo. E com esse minha descrição basicamente você já sabe tudo o que você precisa do jogo. “Se é só isso, porque esse jogo é tão importante para a história dos video games!?”, você pode me perguntar e a resposta é tão direta quanto o jogo, simplicidade e flow. Tudo no jogo é simples e bem fácil de se entender. Por exemplo há apenas 3 cores no jogo: a cor de fundo, a cor principal e a cor de perigo. O que estiver na cor principal você pode pular em cima e ficar tranquilo, mas tudo que tem a cor de perigo vai te causar dano, a não o que estiver dentro de uma bolha de proteção.

Até na jogabilidade essa regra se aplica, o jogo tem apenas 3 botões: direita, esquerda e pulo/tiro. Se você está no ar o botão de pulo te faz atirar para baixo e se você estiver no chão o mesmo botão te faz pular, simples não? Ah, você só recarrega a munição das botas se você cair no chão ou pular em cima de um inimigo.

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O seu objetivo é cair até o mais que você conseguir, para isso você tem que se livrar dos inimigos no seu caminho, seja pulando em cima deles ou atirando com as suas pistolas+botas, lembrando que se o inimigo tem a cor do perigo você não deve tentar pular em cima dele. O jogo é dividido em fases e no fim de cada fase você pega um power-up, poder que vai te ajudar, mas que some quando você morre, o que torna realmente divertido e desafiador tentar juntar o maior número possível de power-ups! Cada fase tem pelo menos uma sala/caverna de power-up e uma sala de loja, que permite você recuperar sua vida e comprar mais munição/energia para as suas botas, essas salas ficam dentro das bolhas de proteção. E por último você consegue as gemas, que você usa na lojinha, matando inimigos e em salas de power-up.

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Mas é claro que tudo o que eu escrevi pode ser simplificado em pule ou atire na cabeça dos seus inimigos, pegue as gemas, fique mais forte e consiga os power-ups que vão deixar tudo ainda mais caótico e rápido! Sério o ritmo do jogo é muito frenético!

Essa foi a minha análise de Downwell. Se você tem condições de comprá-lo compre, se não puder pegue a conta da Steam de algum amigo, sei lá, apenas jogue e se divirta com esse joguinho tão divertido!

Um beijo de césio nas suas botas e tchau!

A Chegada (Sem Spoilers)

Então é lançado um excelente filme cheio de reviravoltas e que vai fazer você questionar a sua visão de mundo. Aproveite o 13º e vá ao cinema assistir A Chegada!

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Roteiro

Uma das coisas que mais me chamou atenção neste filme foi a forma eficiente de apresentar a protagonista Louise, uma das linguistas mais conceituadas dos Estados Unidos, e os traumas que ela passou durante a vida.

Basicamente em menos de 5 minutos de tela você já tem certeza de como é a personagem e como é a vida dela. Todo esse esforço de uma apresentação concisa e rápida é extremamente necessário para abrir caminho para a verdadeira trama do filme, em 12 partes do mundo apareceram de repente umas naves espaciais que parecem uns caroços de azeitona de uns 450 metros de altura e que ficam flutuando poucos metros acima do solo.

A partir daí todo o roteiro se baseia em esforços de nós, os humanos, de tentarmos entender o que estes visitantes vieram fazer aqui e a partir daí começa um esforço para ensinar para eles o nosso modo de se comunicar e aprender o modo deles.

Visual

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A fotografia do filme é linda e sempre mantém aquela estética mais sombria e cores mais frias e menos saturadas. O que acaba deixando o filme com aquele tom mais realístico e dramático que já estamos acostumados desde a explosão dos filmes do Nolan.

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As luzes e sombras também sai muito bem trabalhadas, até para compensar a paleta de cores mais sombria. Sem contar que eles conseguem muito bem fazer com que a iluminação dê o tom da cena.

O conceito dos alienígenas também é excelente, adorei as explicações de porque eles se comunicam de forma bem diferente de nós.

Conclusão

Todo esse meu texto é muito bonito e bacana mas ele está todo errado, até porque se não eu estragaria completamente a experiência de quem ainda não viu esse filme.

Mas saiba que o filme tem reviravoltas SENSACIONAIS!

Espero que vocês gostem do filme um beijo de césio na sua costela e tchau!

Animais Fantásticos e Onde Habitam (Sem Spoilers)

Nada mais gostoso do que ver uma franquia amada amadurecer junto com você!

Se você ainda não viu este filme, corre para um cinema e veja!

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Roteiro

Eu já tinha esquecido o quão carismáticos os personagens do mundo da JK Rowling são!  Em menos de 5 minutos de filme eu já tinha sido comprado pelo personagem principal, enquanto animadamente sentava na ponta da cadeira querendo saber como seria o resto da aventura que estava começando!

O roteiro tem uma estrutura clássica de 3 atos que vão se interligando e e se misturando até cada um chegar ao seu desfecho, o que na minha opinião deixou o filme com um ótimo ritmo e com isso evitando a monotonia de ficar focado em apenas uma parte da trama.

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Os personagens de cada núcleo são muito bem explorados e nenhum deles é mal explorado ou deixado de lado. Outro detalhe muito bom é como os personagens deixam claro suas características psicológicas, por exemplo o personagem principal perto das pessoas é extremamente tímido e parece sempre desconfortável, mas quando ele está lidando com animais ele muda completamente, até a postura dele muda! É muito bacana notar esse detalhe que é tão bem utilizado para a construção de um personagem.

Também preciso dizer que adorei a participação do elenco feminino, que inclusive é bem vasto, mas que algumas características ainda me incomodam. Tipo o fato de umas das protagonistas passar o filme inteiro servindo apenas de apoio para o menino da mala.

Visual

Antes de mais nada eu tenho qie dizer que adorei ver a diferença entre a sociedade dos bruxos ingleses e dos americanos! Ver as diferenças de como a sociedade mágica se desenvolveu nos EUA deixa o mundo dos bruxos ainda mais incrível e cativante!

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O clima do filme acompanhou esse amadurecimento da história, até mesmo a paleta de cores neste filme é muito mais sóbria e com menos cores.

Cada criatura tem um design bem único e característico, sem contar que elas são super carismáticas. Te desafio sair do cinema sem querer um pelúcio!

Conclusão

Basicamente este é um filme que se passa no período pós-guerra e fala de desajustados sociais na grande Nova Iorque, apesar de eu ter sentido muita falta de personagens negros. Os personagens são muito carismáticos e cativantes, o elenco foi perfeito não vi nenhum ator deslocado, tirando o Jhonny Depp que mesmo com uma aparição de 1 minuto conseguiu estragar por completo um ótimo personagem.

No mais essa é a minha impressão sobre o filme, espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.

Um beijo radioativo na sua cicatriz em forma de raio e tchau!

Orange

Eu adoro obras que lidam com aspectos psicológicos e na minha opinião alguns animes acertam em cheio nesse aspecto. Um excelente exemplo disto é Orange, um anime colegial que basicamente trata sobre arrependimentos e traumas.

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Roteiro

À primeira vista este parece ser apenas mais um anime de grupo de colegiais, mas logo no primeiro episódio já é mostrado que a história abordará mais do que apenas o drama do dia a dia adolescente. No primeiro dia de aula Naho Takamyia, a protagonista, recebe uma carta de 10 anos no futuro dela mesma dizendo que a versão dela do futuro carrega alguns arrependimentos que gostaria de evitar.

E nesta carta havia uma lista de coisas que aconteceriam nos dias seguidos, na verdade a lista detalhava muito bem o que aconteceria em cada dia e o que a Naho deveria evitar naquele dia e quase todas as coisas se referiam à um amigo que ela ainda nem havia conhecido e que por algum motivo eles passariam pouco tempo juntos.

E é nesse ponto que a história dá uma guinada muito interessante abordando o que aconteceu com esse menino e com o próprio grupo de amigos dela, o que levanta uma dúvida moral muito séria na Naho: “Como eu sei o que vai acontecer daqui para frente, será que todas as coisas ruins que acontecerem a partir de agora são culpa minha?”. Mesmo com uma carta te dizendo o que fazer não é nem um pouco fácil mudar o seu jeito de ser e lidar com as coisas, o que aumenta ainda mais a frustação e a culpa pelo o que pode dar errado. O quanto ela conseguirá mudar a sua personalidade de menina retraída e sem iniciativa para uma menina mais proativa?

No geral os personagens são extremamente cativantes, a todo momento é mostrado que cada pessoa do grupo de amigos tem uma personalidade bem definida e seus próprios temores e traumas. Sem contar que as situações são sempre bem envolventes, e olha que sou o tipo de pessoa que odeia draminha adolescente!

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A direção artística neste anime me agradou bastante, há uma grande utilização de laranjas e cores quentes, vide o nome do próprio anime, o que na minha opinião combina muito bem com a história e o rumo que os personagens estão tomando.

Os personagens são bem trabalhos graficamente, mas nada que chame muita atenção. Eu diria que fica entre o estilo artístico dos shojos colegiais clássicos e os animes desta nova leva de animes super bem trabalhados e tal.

Preciso chamar atenção para a maestria que a equipe de arte conseguiu mostrar graficamente as características psicológicas de cada personagem, há um personagem que tem uma tristeza interior que é marcada no personagem. É incrível como só de olhar para o personagem você nota que há algo de errado com ele, quando essa tristeza vai sumindo o essa tristeza aparente vai sumindo. É incrível!

Conclusão

Se você gosta de histórias cativantes e que te façam refletir o quanto esse tempo que passamos neste planetinha azul é importante este anime é obrigatório. Mas caso você esteja morto por dentro e não tenha mais um coração fazendo TUN-TUN-TUN você também deveria assistir Orange e ver se você desenvolve essa paradinha que nós gostamos de chamar de empatia.

Por hoje é só, um beijo melado de suco no seu coração e tchau!